O segmento esférico é a região interna de uma esfera delimitada por dois planos paralelos. A distância entre esses planos é a altura e os círculos resultantes da interseção dos planos com a esfera são as bases.
Se a altura é
e
e
são os raios da base de um segmento esférico, então seu volume é dado por:
Para ver a prova deste fato, leiam o excelente post "O Volume de um Segmento Esférico" do blog O Baricentro da Mente. Neste post, usaremos coordenadas polares e técnicas simples de integração para calcular a área do segmento esférico e da calota esférica, obtida anulando o raio de uma das bases do segmento esférico.
Dada uma função
contínua no intervalo
e derivável no aberto
, a área do sólido de revolução gerado pela rotação da região delimitada pelo gráfico de
e pelas retas
e
em torno do eixo
é dada por:
A demonstração baseia-se nas figuras acima em que o arco de curva é dividido em vários segmentos. Em seguida, soma-se a área de cada tronco de cone formado por essas subdivisões. Aumentando o número de subdivisões e usando o teorema do valor médio e a definição de integral definida, obtemos a expressão acima.
O termo
é o elemento infinitesimal de comprimento de arco e será denotado por
.
Proposição 1: O elemento infinitesimal de comprimento de arco de uma circunferência de raio de
em coordenadas polares é
Demonstração: De fato, da figura acima, temos:
e
de modo que
donde segue que
.
Proposição 2: (Arquimedes) A área lateral de um segmento esférico de altura
obtido de uma esfera de raio
é igual a área de uma faixa lateral de largura
de um cilindro de raio
.
Demonstração: Substituindo
em
e usando o fato que
, temos:
Da figura abaixo, notamos que
Substituindo
em
, obtemos
.
No caso de uma calota esférica obtida de um segmento esférico fazendo
, temos:
de modo que o teorema de Arquimedes continua válido.
Gostará de ler também:





Além do valoroso conteúdo matemático, um post que agrada a vista devido a ser muito bem estruturado e esteticamente diagramado. Parabéns!
ResponderExcluirObrigado pelos elogios, neste post tentei escrever da melhor forma possível sem ser muito técnico. Obrigado pelo comentário e volte sempre.
ExcluirBem legal Paulo. Essa técnica de utilizar a fórmula para o comprimento de arco, serve para calcular a superfície de qualquer sólido de revolução, não? Mas não necessariamente precisamos saber a função da curva, não é? Bastaria colocar o elemento infinitesimal de arco em função de x e y em suas formas polares, como foi feito lá no começo e depois aplicar em dl. Isso tem uma aplicabilidade muito grande não é? Gostei de saber mais esta!
ResponderExcluirUm grande abraço.
É exatamente isso que se faz com sólidos de revolução em coordenadas polares. Por exemplo, podemos usar esta técnica para calcular a área do sólido de revolução gerado pela rotação da cardióide em torno do eixo polar. Obrigado pelo comentário e volte sempre.
Excluir