Gottfried W. Leibniz nasceu em Leipzig em 1 de julho de 1646. Foi filósofo, matemático e lógico, sendo mais conhecido pela invenção do Cálculo Diferencial e Integral independentemente de Isaac Newton que inventou-o entre os anos de 1665 e 1666. Em sua correspondência com as principais figuras políticas e intelectuais da época, ele discutiu matemática, lógica, ciência, história, direito e teologia.
Seu pai professor universitário de filosofia, morreu cedo, deixando ao filho, então com seis anos, uma vasta biblioteca. Fazendo uso destes livros, Leibniz aprendeu, aos 12 anos, latim e grego a um nível superior ao que era ministrado na escola.
Aos 15 anos entra para a universidade local onde conclui o bacharelado em Direito ao fim de dois anos e o doutorado com apenas 20 anos de idade. O trabalho que propôs foi a dissertação relativo a arte combinatória onde apresenta a ideia de reduzir o pensamento a combinação de caracteres básicos de uma nova linguagem universal. Ele perseguiu esta ideia durante toda a sua vida o qual queria reduzir a argumentação lógica a um exercício algébrico.
Apesar da conclusão do doutorado, talvez por ser muito jovem, o grau de Doutor foi-lhe negado. Leibniz mudou-se então para a Universidade de Altdorf, onde conseguiu ser admitido sem dificuldade. Após a obtenção deste grau, recusou posições acadêmicas e dedicou-se à diplomacia, ao serviço do Eleitor de Mogúncia. Esta posição levou-o a viajar muito pela Europa, permitindo-lhe contactar com os melhores cientistas e filósofos do seu tempo. Mais tarde trabalhou como conselheiro do Eleitor de Hanover, Duque de Brunswick.
Em 1672, Leibniz deslocou-se a Paris, com a missão de convencer Luís XIV a invadir o Egito, acalmando assim os povos germânicos que temiam o expansionismo francês. Nesta viagem, ele conheceu o grande cientista francês Huygens (1629-1695), que muito o influenciou matematicamente. Leibniz, que ao longo dos anos promoveu a instauração de academias científicas, foi admitido na Academia de Ciências de Paris. Seguindo a recomendação do Huygens, Leibniz estudou as obras de Cavalieri, Descartes e Pascal, o que levou a invenção do Cálculo em 1675.
Em 1673, também em missão diplomática, visitou Londres, tendo apresentado a sua máquina de calcular. Esta além de somar e subtrair, o que já a pascalina, criada por Blaise Pascal conseguia, efetuava também multiplicações e divisões. Leibniz tornou-se também membro de Royal Society (Academia de Ciências de Londres), onde pode ter tido o primeiro contato com os trabalhos de Newton.
A Leibniz atribui-se também o desenvolvimento da base de numeração binária, muito usada nos computadores, TV´s e câmeras digitais do nosso mundo moderno. Esta numeração, muitas vezes referida por "linguagem dos computadores", possui apenas dois estados possíveis: 0 e 1. No entanto, não obstante toda a sua genialidade, Leibniz não conseguiu descobrir nenhuma utilidade imediata para o produto de seus esforços. Sua calculadora de rodas dentadas fora projetada para trabalhar com números decimais, e Leibniz nunca a converteu para números binários, talvez intimidado pelas longas cadeias de dígitos criadas por esse sistema. Como apenas os dígitos zero e um são utilizados, o número 8, por exemplo, torna-se 1000 quando convertido em binário, e o equivalente binário de número decimal 1000 é a incômoda sequência 1111101000. Mais tarde o gênio alemão efetivamente dedicou-se certo tempo pensando em como utilizaria números binários em um dispositivo de cálculo, mas nunca tentou construir tal máquina.
A publicação da versão do Cálculo de Leibniz ocorreu em 1684 e foi logo acusada de plágio pelos admiradores de Isaac Newton. O principal argumento dos defensores do Cálculo de Newton é que Leibniz leu a versão de Newton o qual circulava na forma de manuscrito entre os cientistas da época. Hoje sabemos que Leibniz não teve acesso a este material e que sua obra foi de fato algo original. É interessante observar que a notação criada por Leibniz era mais apropriada ao desenvolvimento da teoria e que é usada até hoje nos livros modernos.
Suas principais obras foram:
- De arte combinatória (Sobre a arte da combinação), 1666;
- Hipótese Physica Nova (Novas hipóteses físicas), 1671;
- Discours de métaphysique (Discurso sobre metafísica), 1686;
- manuscrito inéditos sobre o cálculo de conceitos, 1690;
- Noveaux Essais sur L'entendement humaine (Novo ensaio sobre o entendimento humano), 1705;
- Théodicée (Teodicéia), 1710.
- Monadologia (A Monadologia), 1714.
Gostará de ler também:
- O Cálculo de Leibniz (Parte 1);
- O Cálculo de Leibniz (Parte 2);
- O Cálculo de Leibniz (Parte 3);
- O Cálculo de Leibniz (Parte 4);
- O Cálculo de Leibniz (Parte 5).
- O Triângulo Harmônico de Leibniz;
- Leibniz e as Diferenciais (Blog O Baricentro da Mente).
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